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Estudo propõe nova medição para o IMC, com cálculo da cintura
Maio/2012
 

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma das maiores referências para determinar se os níveis de gordura e o peso da pessoa estão dentro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Por ser fácil de calcular, o IMC vem sendo largamente utilizado há cerca de 200 anos, porém ele é muito criticado por representar mais a corpulência do que a adiposidade, uma vez que indivíduos musculosos e obesos podem apresentar o mesmo IMC.

Uma pesquisa britânica coloca mais dúvidas sobre a validade deste cálculo, que leva em conta apenas o peso e a altura, propondo que se utilize a medida da cintura com a altura.

De acordo com os pesquisadores, os resultados dos estudos mostram que a proporção entre cintura e altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC. E não é preciso uma conta muito elaborada: a cintura deve ser no máximo metade da altura. Se a pessoa tem 1,80 m, por exemplo, deve ter no máximo 90 cm de cintura para ser considerada com menor risco de desenvolver as doenças.

Uma das críticas feitas há muito tempo sobre o cálculo do IMC é não separar massa muscular de gordura no cálculo do peso, e esse foi um dos motivos para se começar a pensar na influência da cintura nas contas.

Além de derrubar a teoria atual do IMC, o estudo também vai contra os padrões de cintura utilizados por alguns profissionais. Diz-se que o tamanho máximo de cintura para homens é de 102 cm e de 88 cm para as mulheres, para serem considerados saudáveis. No entanto, esse cálculo não considera as proporções em relação a altura - uma mulher de 1,50 m de altura com 88 cm de cintura tem riscos diferentes de uma com a mesma cintura e 1,70 m de altura.

O estudo levou em conta 31 trabalhos, envolvendo um universo de 300 mil pessoas. De acordo com a autora do estudo, Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.

 
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